quarta-feira, 17 de agosto de 2005

Deu no jornal: 'USA TODAY'

Rating:★★★★
Category:Other
>> Lendo a ediçao de hoje do jornal de maior circulaçao nos EUA, o 'USA Today', encontrei esta noticia. Que me chamou a atenção, por ser no mínimo inusitada <<

O Exercito decidiu a semana passada dispensar um general de 4 (quatro!) estrelas acusado de adultério, embora separado da atual mulher, o Gen. Kevin Byrnes, desobedeceu uma ordem direta de romper qualquer contato com essa 'namorada' pelo menos enquanto o seu divorcio não sair....
O porta-voz Curtin explicou que Byrnes foi expulso por ignorar uma ordem e violar o regulamento militar sobre o adultério. Ele estava encarregado de uma seção de Treinamento do Exercito

As regras e o código do Exercito americano proíbem um membro do serviço ativo e casado de manter um relacionamento extraconjugal com alguém que não seja a esposa, ate que o divorcio seja finalizado.

A ironia desta historia? O anuncio de sua demissão foi em 9 de agosto e o divorcio foi finalizado semana passada! Comentaristas opinam que esta punição foi realizada para dar exemplo de disciplina. Esta informação, esclarece aos olhos dos juristas militares, a decisão do Exército de dispensar um comandante que estava a apenas três meses da sua aposentadoria.
Scott Silliman, um advogado aposentado da Força Aérea, e que administra aulas de direito na Duke University, diz que Byrnes cometeu um crasso erro ao não querer ouvir aos seus superiores quando lhe pediram para parar com esses encontros. Silliman conclui "Byrnes e sua falha em seguir ordens foi uma "circunstancia agravante" que certamente contribuiu para sua dispensa.
James Swanson, um general de brigada aposentado e professor de direito da Força Aérea explica: os militares esperam que um "general lidere pelo seu exemplo". "Se você não pode fazer isso, não deixa aos seus chefes nenhuma outra chance, a não ser a de uma punição" diz Swanson.

Os oficiais do Exercito que são promovidos a General recebem um curso especial sobre os perigos e problemas da conduta inapropriada. Conhecida como a "escola de charme," este curso destaca as altas expectativas acerca dos recentes Generais e os tipos de desvios de conduta que poderiam colocá-los em problemas.

Byrnes, 55anos, estava a cargo da Escola de Treinamento e Doutrina de Comando, a qual é responsável for ensinar aos soldados táticas de combate e os valores morais da tropa do Exercito especialmente ética pessoal.
O exercito abriu uma investigação no início deste ano após receber uma dica de que Byrnes estava envolvido em um relacionamento amoroso

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

Importantíssimo!! Ahuahuauhauh!!


Nova safra de besteiras enchendo a minha Caixa Postal.....


 


1) O Orkut não vai ser pago...não precisa passar essa merda adiante! (o mais recente absurdo lançado na rede...)


 


2) O MSN também não vai ser pago e não vai aparecer bonequinho azul nenhum


pra vocês assim que mandarem a msg pra 831751 pessoas...


 


3) Fulaninha (Deficiente ou com alguma doença rara, geralmente bebé) não vai ganhar  nenhum centavo do AOL ou qualquer outro provedor caridoso... (isso está aparecendo agora na forma de “Apresentação do Power Point”.


 


4) O arquivo, que não me lembro do nome no momento, do ícone do famoso "Ursinho Cinza", não é um vírus e não vai destruir seu computador caso vc não apague.. é apenas um arquivo do sistema e todos tem...


 


5) A Nokia não vai te dar um celular caso você repasse pra 8529218 pessoas o e-mail deles... tão pouco ganhará uma Ferrari pelo mesmo motivo...


 


6) Ganhar dinheiro pra apenas navegar então!!! é uma piada, assim como receber cheques caso envie notas de 1 real pra 5 endereços listados...


 


7) Isso vale também para aquelas que apelam para o lado amoroso,um lado


digamos "fraco" e que acaba dando certo... "você vai ter azar no amor


por 120847018274 anos" "você vai ficar sem sexo por 464398 anos" "você se


arrependerá se não passar" "seu desejo vai acontecer em 24 hrs"


 


Tudo LOROTA,


A MODA DAS ‘CORRENTES’, BOATOS, ‘FAKES’, TUDO MERDA! E DÁ PARA PERCEBER QUE ESTA VOLTANDO DE NOVO, E COMO NÃO IRIA?: TEM HORDAS DE NOVAS SAFRAS DE INTERNAUTAS, QUE COMPRARAM SEUS MICROS RECENTEMENTE, E SÃO PRESSAS FÁCEIS, E ELES PASSAM MESMO ESSA LOROTA PARA FRENTE....


 


Portanto, caros colegas, encarecidamente, não passem adiante tais Ridículas mensagens, entupindo a caixa de entrada alheia de porcarias


infundadas!


 


Abraço pra quem é de abraço...


Beijo pra quem é de beijo...


 


Antes que eu me esqueça:


 


à Envie essa mensagem para no mínimo 100 pessoas, caso contrário o


Coelhinho não vai lhe trazer ovos na Páscoa e o Papai Noel não vai mais te dar presentes!


 


(ESSA PODE REENVIAR!!!)

Ahuahuauhauh!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

A Vaca Louca


A doença da Vaca Louca


Esta doença ou ‘síndrome da vaca louca’ é cientificamente denominada de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). Ela atinge ao gado em geral, é mortal para o animal e para os humanos. A enfermidade é um produto da ganância dos criadores de gado: sabemos que na industria do abate, é re-utilizado os ossos, pelos, sebos e tudo do animal. Bem os ossos por exemplo, eles são moídos feito farinha, e com mais algum outros elementos essa mistura serve para fazer a famosa “ração” que damos aos nossos cães e gatos. Ate aqui tudo bem, pois cães a gatos também comem carne, no seu modo natural, ou seja são animais ‘carnívoros’. Mais essa mesma industria de “ração” que é movida penas pelo lucro insano, fez com que, alguém de lá, em uma clara amostra de sua obtusa visão e total ignorância teve a ‘brilhante’ idéia de acrescentar esta mesma “ração” para uso do gado....A tal farinha dos ossos, e misturá-la ao alimento do animal.      


Só que... esqueceram de um pequeno detalhe, o gado bovino é um animal HERVIVORO, não come carne de jeito nenhum. Assim sendo essa nova “ração”, só podia trazer conseqüências desastrosas:


O gado adoecia, com uma estranha reação, e ficava balançando a cabeça como se estivesse tonto, daí o  nome ‘vaca louca’. A doença chega ate o gado transmitida através da ração animal, pela farinha de ossos, sebos, carne; enfim a clássica mistura de um dos ingredientes empregado na fabricação de rações para cães.


Todo o gado que se alimenta dessa ração fica infectado inevitavelmente. Em alguns animais a doença se manifesta mais, e em outros menos, e se eles assim mesmo for para abate.... Eles passam a doença para o ser humano.  Como? Simples, basta ingerir qualquer carne ( de 1ª,  de 2ª), contaminada que quem comeu dessa carne está também contaminado


No Brasil, desde 1996, o consumo desse tipo de ração encontra-se proibido. A maior parte do gado brasileiro se alimento de pastagem, folhagem o que elimina a possibilidade da doença contaminar os animais. Entretanto, alguns animais são importados da Europa: aqueles introduzidos no país na forma de sêmen, embriões ou animais vivos (são as “matrizes”), para melhorar certas raças..... Esses produtos todos podem estar contaminados....


Agente infeccioso 


O agente infeccioso da doença vaca louca não é um vírus, e sim proteínas (derivadas daquela ração feita de ossos moídos, etc), que provocam desordens degenerativas do sistema nervoso central em animais e humanos. Esta proteína ou moléculas é denominada de príons, que se multiplicam, transformando proteínas normais em nocivas.


A doença encefalopatia espongiforme, pode ficar incubada por anos e décadas, mas ao se manifestarem, transformam o cérebro em uma massa esponjosa, com buracos. Por isso o animal fica balançando a cabeça por causa das dores incríveis.


No homem, esta doença é fatal. E ainda ela é mutante,pois passa a mudar a composição da famosa proteína vilã: Por isso no ser humano recebe o nome de Doença de Creutzfeld-Jakob.


Esta proteína vilã: ou príon é resistente aos métodos de esterilização existentes, como calor e radiação, o que dificulta a sua prevenção. Ou seja resistem a Pasteurização, a liofilização, etc, etc. A sua detecção nos alimentos também é difícil. A doença é de tal maneira mutante que também pode existir em aves. Desde que eles sejam também alimentados com a tal ‘ração’.


Os primeiros casos confirmados desta doença foram detectados em 1986. Em outubro de 1994, mais de 137.000 cabeças de gado morreram da doença em toda a Inglaterra e muitas outras devem ter sido abatidas para consumo humano antes de apresentarem os sintomas clínicos. EUA e a Europa estão atualmente infestados com enormes quantidades de gado que foi alimentado em alguma época com essa ‘ração’....Na Inglaterra em 2004 chegaram a incinerar mais de 80.000 cabeças de gado para se livrar dessa doença. No momento, cerca de 400 a 700 reses são diagnosticadas por semana como infectadas. Mais nada é garantido, pois ela pode se manter latente por décadas. Os governos e as autoridades sanitárias escondem essas estatísticas...


Ninguém esta isento de contrair  a doença, e as Autoridades, no intuito de não provocar pânico e grandes prejuízos a certas industrias não falam abertamente:  Como sabemos alguns produtos usados em Cosmética tem como base a gordura animal. Pois bem: se esse produto tiver sua origem de gado infectado, e for usado na pele, a pessoa ira contrair a infecção. 


Isto é um complemento para Minha amiga Lila, que mostrou aqui como é cruel e monstruosa a maneira usada para produzir carne de vitelas.

Por isso quis acrescentar a Artigo acima, falando ate que ponto pode chegar a sede de ganância dessas pessoas.

sexta-feira, 5 de agosto de 2005

60 ANOS DE VERGONHA...E MENTIRAS


Amanhã faz 60 anos que se deu inicio a chamada era Nuclear....


No dia 6 de agosto de 1945 os EUA explodiam a sua Bomba ATOMICA sobre a indefensa cidade de Hiroshima, a cidade, nem sequer era UM VERDADEIRO ALVO militar!


Os EUA prepararam tudo premeditadamente, ate porque a essa altura dos acontecimentos a Alemanha já tinha caído, assim como a Itália, há muito tempo se rendido,  e o Japão, não tinha mais nenhuma condição de continuar na luta...


Mesmo assim os militares decidiram explodir a sua bomba.


Eles ate fizeram algo que era novíssimo na época: fotografias e filmagens COLORIDAS!  Essas filmagem em cores das explosões em cidades japonesas foram classificadas como secretas para não influenciar opinião pública.


Um pesquisador americano revelou que o governo dos Estados Unidos escondeu por décadas imagens dos primeiros (e únicos) ataques nucleares da Humanidade. Algumas imagens foram classificadas como secretas e jamais foram exibidas.
O pesquisador Greg Mitchell escreveu um artigo para a revista “Editor & Publisher” desta semana no qual revela que autoridades dos EUA recolheram filmes feitos por americanos e japoneses das explosões das bombas para que a extensão total da devastação causada pelas armas não fosse divulgada.
As imagens filmadas em cores pelos militares americanos foram classificadas como altamente secretas. Elas foram escondidas até a década de 1980 e nunca todas as cenas foram exibidas. Já certas imagens em preto e branco tiradas por japoneses foram liberadas na década de 60.
Um documentário de uma emissora de televisão a cabo americana, que será exibido neste sábado, quando o bombardeio de Hiroshima completará 60 anos, mostrará algumas das primeiras imagens filmadas nos dias posteriores ao ataque.


Em 1945, os EUA queriam continuar a desenvolver e testar armas nucleares sem um possível clamor da opinião pública.
— E, conseguiram, mas o caso ainda é um nervo exposto. Os americanos ainda estão muito divididos sobre as armas nucleares. Nunca saberemos que impacto as imagens, se tivessem sido exibidas, teriam detido na corrida atômica que nos ameaça hoje.


De acordo com Mitchell, esconder imagens da opinião pública NÃO é um fato isolado na história dos militares americanos, como acontece no Iraque hoje.

OS  DETALHES:


Seis de agosto de 1945. A bomba atômica explode sobre o Japão, matando cerca de 100 mil pessoas. As repercussões daquela manhã de sol mudariam as regras do jogo. A eliminação da raça humana era uma possibilidade real. . .


O tempo estava claro e fazia calor em Hiroshima. Mesmo sendo domingo, o trabalho não parava: a cidade era um dos poucos centros industriais do Japão que não tinham sido atacados pelos bombardeios dos B-29, que provocavam incêndios em quarteirões inteiros. "Todos sabiam que seríamos os próximos", lembra Takashi Morita, policial militar japonês que sobreviveu ao ataque e que, hoje, aos 82 anos, é comerciante e mora no bairro Jabaquara, em São Paulo. Ao som dos rotineiros alarmes antiaéreos das últimas semanas, os moradores gastaram o dia levando móveis para casas de parentes longe do centro ou improvisando abrigos. Grupos de meninas estudantes - os meninos com mais de 12 anos estavam no Exército – E desmontavam as casas de madeira para minimizar os incêndios quando a cidade fosse bombardeada.


 


Na base americana de Tinian, onde o sol se punha magnífico nas águas azuis do Pacífico, os soldados inteiravam-se da missão. Partiriam em três aviões: o primeiro, apelidado de Straight Flush, examinaria o clima em Hiroshima e daria sinal verde para o ataque. O segundo lançaria a bomba e o terceiro avaliaria, filmaria, e registraria os resultados. O avião da bomba foi batizado pelo capitão Tibbets com o nome de sua mãe, Enola Gay, provocando a ira de Robert Lewis, que geralmente pilotava aquele B-29, e que, nesta vez foi apenas co-piloto da missão.


Menos de um mês antes: No dia 25 de julho, em seu gabinete abordo do navio cruzador USS Augusta, no meio do Atlântico, o presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, tomou sua decisão e ordenou o ataque nuclear ao Japão. Tinha na mão uma lista de cidades-alvo, feita pelo secretário de Guerra, Henry Stimson: Hiroshima, Kyoto, Kokura, Niigata e Nagasaki. Segundo a biografia oficial de Truman, da jornalista Nancy Lewis, o presidente excluiu uma, Kyoto, que fora capital imperial do Japão, e insistiu na escolha de Hiroshima. No navio, o presidente escreveu em seu diário: "A ‘ARMA’ finalmente será usada contra o Japão. Parece-me a coisa mais terrível já descoberta".


Restava escolher o homem certo para a missão. O piloto da marinha Paul Tibbets, era o favorito. Apesar de seus 30 anos de idade, já acumulava grande experiência em combate. Sua ficha, no entanto, ficou três meses nas mãos do FBI. Sua vida familiar, seus parentes e amigos da faculdade, suas preferências partidárias, tudo foi vasculhado. Afinal, Tibbets teria sob seu comando a mais mortal arma de guerra jamais construída. Nada poderia dar errado. E se algo desse errado, o comandante da missão deveria estar preparado. Tibbets recebeu cápsulas de cianureto (um veneno mortal) para toda a equipe. Se alguém se negasse a tomá-las, ele deveria executar com um tiro ao colega. Isso, porém, ainda era segredo naquele domingo de sol.


 


SOBREVIVENTES RELATAM SUAS EXPERIÊNCIAS
O professor de línguas Hiro Miyagawa, de 76 anos, levou duas décadas para ter coragem de falar publicamente sobre como a bomba atômica em Hiroshima afetou sua vida. O que o impedia era justamente uma enorme vergonha de ter sobrevivido. Afinal, diz ele, a tragédia ceifou 140 mil vidas e deixou milhares de mutilados, doentes, ansiosos e loucos.

— Eram tantos cadáveres, tanta gente sofrendo, meus amigos mortos, minha cidade em chamas — diz Hiro, com os olhos perdidos, em frente ao mapa que ele mesmo desenhou com as indicações onde seus pais e amigos estavam no momento da explosão. — E eu estava vivo e sem ferimentos. Eu me sentia estranhamente culpado.
Em 6 de agosto de 1945, Hiro tinha 16 anos e seu rosto estava coberto por uma estranha doença de pele que ele hoje acredita ter sido conseqüência da desnutrição provocada pelo racionamento na guerra. Por esta razão, não foi naquele dia trabalhar no Depósito de Roupas do Exército, próximo ao epicentro da explosão. A dois quilômetros de distância dali, em sua casa, Hiro observava os bombardeiros americanos no céu claro de Hiroshima quando uma estranha bola amarela surgiu no céu.
— Eu senti um calor nas minhas costas e fui jogado ao chão. Um estrondo se seguiu à luz e quando levantei a cabeça, minha casa estava parcialmente destruída — conta. — Eu estava levemente queimado nas costas. Minha mãe estava em casa, mas também não havia se machucado. Nós saímos para a rua e vimos uma cena que eu jamais vou esquecer. Dezenas de pessoas andavam sem direção pela rua, feridas, nuas, queimadas, com o corpo destroçado, os braços esticados como zumbis.
Aquilo ficou preso em sua garganta e martelava sua cabeça. Vinte anos depois, Hiro decidiu aceitar o convite de um amigo e falar para um grupo de estudantes. Foi como se uma comporta houvesse se aberto.
— Nós nos emocionamos muito e eu senti que aquela experiência precisava ser compartilhada. O mundo não podia mais repetir isso de forma alguma. E eu pensei: os sobreviventes da bomba estão envelhecendo e em breve não restará mais ninguém para contar a história. Então me tornei um ativista pela paz — conta ele.

ORIGAMIS PARA SALVAR UMA VIDA
 Menos feliz é a impressionante história de Sadako Sasaki, que tinha apenas 2 anos e escapou ilesa da bomba a uma distância de 1,7 quilômetro do epicentro. A menina cresceu saudável e feliz até os 12 anos, quando desenvolveu uma leucemia grave. No Japão, há uma lenda que diz que se uma pessoa fizer mil passarinhos de dobraduras de papel (o chamado origami), terá o direito a realizar um desejo.
Pois Sadako fez 1.300 pássaros de papel não apenas das embalagens de remédios que tomava, mas de qualquer papel que achasse pela frente. Morreu oito meses depois, e sua história se tornou famosa no Japão. Após sua morte, um grupo de amigos se mobilizou para erguer o Monumento Infantil pela Paz, hoje em Hiroshima, representado por uma menina segurando um imenso origami de pássaro em cima de um pedestal em formato de bomba. Até hoje, grupos vão ao local depositar origamis de papel colorido ao redor do monumento como uma homenagem às crianças mortas pela bomba.

Já Shizuko Abe viu sua juventude ceifada por horrendas cicatrizes na parte direita do seu corpo, que doem até hoje, 60 anos depois.
— A parte direita do meu rosto, meu queixo, meu braço direito e minha barriga ficaram deformados. As pessoas me chamavam de demônio e eu sofri muito por causa disso. Mas tive um apoio enorme da família — conta.
A história do casamento de Shizuko, por si, daria um filme. Ela estava noiva de um oficial do Exército japonês que lutava no Sudeste Asiático. No fim de 1945, ele voltou a Hiroshima para encontrar sua noiva deformada e hospitalizada com feridas por todo o corpo. Mas ao contrário do que esperava a própria Shizuko, seu noivo — cujo nome ela se nega a dizer — decidiu se casar com ela, para desgosto dos pais dele.
— Eles chamavam meu marido de idiota, mas nós nos casamos enquanto eu ainda estava hospitalizada e tivemos três filhos. Há 13 anos, quando meu marido já estava doente e perto de morrer, ele me chamou e disse que a vida comigo tinha sido muito feliz — conta ela, com os olhos cheios d’água.
Casos como este comovem Yoshinori Obayashi, um aposentado que hoje faz parte da ONG Voluntários da Paz de Hiroshima e trabalha fazendo palestras sobre os horrores da bomba atômica em universidades pelo mundo.
— É preciso conscientizar os jovens. Assim evitamos criar adultos irresponsáveis — diz ele, que tinha 16 anos no dia da explosão e trabalhava na fábrica de equipamentos do Exército a 2,3 quilômetros do epicentro da bomba

SOBREVIVENTES SE TORNARAM RELIGIOSOS
Yoshinori teve sorte. Não precisou entrar no centro da cidade nos cinco dias após a explosão e seu contato mais próximo com a radioatividade aconteceu horas depois da bomba, quando caiu a chamada chuva negra, provocada pelas nuvens formadas pela explosão.
— Eu e um amigo pegamos um pedaço de metal que achamos no chão e nos cobrimos com aquilo. Acho que o metal nos protegeu — conta.
Mas a experiência mudou sua cabeça e o tornou religioso, como aconteceu com vários sobreviventes. Ele entrou para uma igreja protestante, onde conheceu sua mulher, outra sobrevivente, e acredita que está vivo até hoje por um milagre de Deus:
— A gente se acha no controle das coisas, mas isto é uma ilusão. A verdade é que nosso destino está só um pouco em nossas mãos.


 


MAIS VITIMAS: A OUTRA CIDADE BOMBARDEADA


NAGASAKI. Uma das imagens mais impressionantes do Museu da Bomba Atômica de Nagasaki é a réplica em tamanho real da fachada semidestruída da igreja católica de Urakami, construída pelos católicos portugueses em 1873, quando retornaram à região após serem banidos do país pelo governo japonês em 1639. Urakami, aliás, era na época da bomba o bairro cristão da cidade, onde havia grande influência de Portugal, cuja primeira embarcação chegou a Nagasaki em 1550 proveniente de Macau, na China. Os primeiros Missionários portugueses chegaram à cidade em 1567. A Igreja foi derrubada em 1958, e reconstruída em 1980
Poucos brasileiros sabem que o primeiro contato do Japão com a cultura européia aconteceu em 1543, quando uma embarcação portuguesa aportou na região de Kagoshima, no sul do país. Em 1567, o missionário Luis de Almeida chegou a Nagasaki com o propósito de catequizar os japoneses e, assim, o catolicismo acabou transformando a cidade, na época conhecida como “pequena Roma”.
Este passado cristão pode ser comprovado ainda hoje em Nagasaki, repleta de igrejas e de freiras caminhando pelas ruas. Mas a história da reconstrução da cidade após a bomba atômica mostra um racha entre a comunidade católica japonesa e as comunidades de outras religiões. Muitos, por exemplo, queriam manter as ruínas de Urakami intatas, como um símbolo da destruição da bomba, mais ou menos como o prédio de promoção industrial de Hiroshima, a chamada Cúpula de Bomba Atômica.
Mas os japoneses de outras religiões impediram esses esforços, pois não queriam que os monumentos da bomba fossem como monumentos religiosos, apesar dos esforços das autoridades municipais para manter as ruínas da igreja. O resultado é que a igreja foi derrubada em 1958 e reconstruída em 1980. Apenas um dos pilares originais se encontra hoje ao lado do monumento no epicentro da explosão, com imagens de São Francisco Xavier no topo. E uma réplica da entrada sul da igreja parcialmente destruída e encontra-se hoje no Museu da Bomba Atômica de Nagasaki.


 


A HISTORIA:


TRES DIAS DEPOIS do fato acontecido em Hiroshima , na manhã de 9 de agosto de 1945, novamente três bombardeiros decolaram da fatídica base americana na ilha de Tinian rumo ao Japão, novamente com o objetivo de despejar no país outra bomba atômica, de efeitos ainda mais devastadores do que a explodida sobre Hiroshima três dias antes: a bomba atômica de plutônio, conhecida como ‘fatman’ (o gorducho) pelo seu formato redondo. ela tinha 3,2 metros de comprimento e pesava 4,5 toneladas. o material usado era plutônio 239 e estima-se que a fissão de um pouco mais de um quilo dele libera energia destrutiva equivalente a 21 mil toneladas de dinamite


 


Um dos bombardeiros não alcançou o ponto de encontro dos aviões e dois rumaram para o alvo até então escolhido pelos EUA: a base militar de Kokura. Mais eles desistiram da missão porque uma grossa fumaça do bombardeio anterior sobre a siderúrgica de Yahata, realizado dois dias antes, ainda impedia uma visão precisa do alvo. E como a ordem era visualizar o alvo antes do ataque. Os aviões rumaram então para a segunda opção de ataque — a cidade de Nagasaki.
Lá, outro dia de sol havia dissipado parte da neblina que ainda cobria a região, cercada de montanhas. Os bombardeiros B-29 sobrevoaram Nagasaki a uma altura de dez mil metros e, encontrando o centro da cidade — cujo marco era a Ponte Tokiwa — coberto de nuvens, prosseguiram e voaram para o norte por três quilômetros até achar, por uma nesga de céu claro, a siderúrgica Mitsubishi. A bomba foi liberada neste exato momento e explodiu a 469 metros do solo, liberando um calor de quatro mil graus Celsius. Cerca de 74 mil dos 240 mil moradores morreram instántaneamente e um terço de Nagasaki foi destruído.


 


HOJE: A FORÇA DE VONTADE DE VIVER 


O horror que tomou conta da cidade em 9 de agosto de 1945, há 60 anos, quando uma bomba atômica de plutônio deixou 74 mil mortos e um número igual de feridos, é coisa do passado. Os clarões são provocados por um espetáculo de fogos de artifício, realizado no novíssimo Nagasaki Seaside Park, parte das comemorações pela paz na cidade que se encerram dia 9, com a cerimônia de aniversário do bombardeio atômico. Nagasaki, hoje, quer apenas ser próspera e feliz.
— Nós em Nagasaki vamos continuar a dividir com o mundo a experiência do nosso sofrimento com a bomba atômica e vamos trabalhar para fazer da cidade um centro de estudos e da promoção da paz. E fazemos um apelo aos americanos para que liderem este esforço — diz Iccho Itoh, prefeito da cidade, autor da “Declaração de paz de Nagasaki”.
Nagasaki teve a metade das vítimas de Hiroshima porque as condições climáticas e a geografia da região ajudaram. As nuvens sobre a cidade obrigaram o bombardeiro B-29 Bockscar a jogar a bomba de plutônio a cerca de três quilômetros do centro da cidade, onde estava a maior concentração de moradores às 11h02m do fatídico dia. E a topografia do lugar, cercado por montanhas, limitou o raio de devastação.
— O número de vítimas de Nagasaki foi menor que o de Hiroshima, mas nem por isso os habitantes daqui sofreram menos. Por mais que eu me esforce, toda a vez que agosto vem chegando, eu sonho com as centenas de mortos e feridos que vi naquele dia — diz Katsuji Yoshida, de 73 anos, sobrevivente da bomba que, aos 13 anos, foi atingido a 850 metros do epicentro da explosão quando ia com amigos para a escola.


VÍTIMA DESFIGURADA PELA BOMBA VIRA ATIVISTA
Uma das fotos mais marcantes do Museu da Bomba Atômica de Nagasaki é justamente a série de fotos do jovem Yoshida antes e depois da terceira operação de reconstrução de seu rosto desfigurado. Foi um ano e meio de tratamento. E durante 40 anos depois disso, Yoshida sentia vergonha de sair de casa. Trabalhar era um martírio cujo maior flagelo era encontrar o olhar das outras pessoas, geralmente assustadas com sua aparência desfigurada.
— Por vezes, as crianças olhavam para mim e choravam de medo. Mais doloroso que as feridas da bomba foi perder minha vida em casa com vergonha, sempre chorando e me perguntando o porquê daquilo tudo. Foi só há 20 anos que, estimulado por outro sobrevivente e ativista, Senji Yamaguchi, decidi contar minha história — diz ele.
Hoje, Katsuji Yoshida é um dos mais conhecidos ativistas da paz do mundo e faz palestras ao redor do planeta contando sua história e pedindo o fim das armas nucleares.
— Os EUA precisam parar com os testes nucleares que ainda fazem e liderar de verdade, como a potência que são, o movimento pelo desarmamento — prega.
Os recados para os EUA tanto de Yoshida quanto do prefeito Iccho Itoh têm uma razão que não é esquecida por nenhum cidadão de Nagasaki até hoje. Segundo a documentação sobre as decisões militares americanas expostas no Museu da Bomba Atômica (inclusive papéis do Projeto Manhattan), a cidade foi escolhida como alvo secundário (o primeiro era a base militar de Kokura) por ser um dos mais ativos centros da indústria naval japonesa e pelas instalações da siderúrgica Mitsubishi. Mas, nos papéis, Nagasaki também é descrita como um ALVO CIVIL, CUJA DESTRUIÇÃO SERVIRIA COMO “LIÇÃO”.
Como não há como mudar o passado, Nagasaki mira no futuro investindo pesado em infra-estrutura turística para dar um gás à sua economia, ainda sustentada pesadamente pela indústria naval. A cidade quer deixar de ser tachada como uma das mais pobres do Japão e igualar sua indústria turística ao porte da de Hiroshima, não apenas dando incentivos fiscais a investimentos novos, mas reformando antigos, como o Museu da Bomba Atômica. Reinaugurado em 1996 com o formato arrojado e recursos de ponta que tem hoje, o prédio, onde funciona o centro de pesquisas da paz, deve passar por nova reforma de modernização ainda este ano.


 

domingo, 31 de julho de 2005

Linha Do Tempo


Linha do Tempo


TIME LINE


Dir: Richard Donner


 


Este filme foi baseado no Livro homônimo de Michael Crichton, e como costuma acontecer nestes casos, existem fás de uma versão e fás da outra,  mais o melhor de todo no filme, é que apesar de ter um cunho de ficção científica, podemos assistir a uma historia de amor inusitada e que se desenrola de forma bastante inesperada... Estou falando dos personagens de Gerard Butler (André Marek) e Anna Friel (Lady Claire).

Os personagens centrais são uma família de arqueólogos dirigidos pelo velho professor de historia, Edward Johnston da Universidade de Yale em uma pesquisa sobre um certo local que teria servido de cenário para uma importante batalha da Guerra dos Cem Anos (nos idus de 1357 na França, então invadida pelos ingleses)
The Hundred Years War: esta guerra foi desde 1337 ate1453. O professor decide ir até a sede da empresa patrocinadora, para obter algumas respostas.acerca do obscuro patrocínio.


 


Seus alunos continuam em meio às pesquisas, até que descobrem uma câmara mortuária que esteve fechada por mais de 600 anos. Ao abri-la eles têm uma grande surpresa: encontram em seu interior uma lente bifocal, objeto que sequer havia sido inventado quando a câmara foi lacrada, e uma carta do próprio professor pedindo ajuda. Decididos a desvendar o mistério, eles partem rumo à sede da tal empresa ITC, onde descobrem que a empresa está trabalhando em uma máquina que pode transmitir objetos tridimensionais pelo espaço. Porém a máquina abriu uma fenda no tempo, que leva diretamente ao século XIV. Após saber da novidade, o professor decidiu experimentar a nova invenção e acabou preso em uma guerra feudal entre ingleses e franceses. Para resgatá-lo seus alunos e filho terão também que viajar no tempo.


 


Ate aqui o resumo em linhas gerais do conteúdo em si da trama cinematográfica. O que achei interessante é o fato de a filha do professor junto com o também historiador e arqueólogo Marek, encontrarem um tumulo próprio de personagens da nobreza, mais com certas peculiaridades, o casal esculpido na tampa do tumulo, está de mãos dadas, coisa rara na época, e o homem não tem uma orelha. Ele fica intrigado com a identidade desse casal. Mais adiante, numa aula de historia ele esta contando sobre a batalha de ‘Castlegard’, de 4 de Abril de 1357 onde os franceses finalmente conseguiram expulsar os ingleses, graças a um fato no mínimo  interessante: o comandante inglês faz de refém a irmã do General das forças francesas, madame Claire, e a prende no alto das torres do castelo, para assim inibir o ataque dos franceses, pois ela seria fatalmente atingida pelas flechas dos arqueiros...


 


Mais acontece que quando o grupo de viajante compostos por Marek chegam ate o local, se deparam com uma patrulha de ingleses, e correm para se esconder,  em uma toca na beira da estrada que já estava ocupada por alguém, mais conseguem todos ficar calados, embora se estranhando.. a pessoa que estava tocaiada ali era uma mulher que quando os soldados vão embora Marek passa a falar com ela, ao ver que estavam também fugindo dos ingleses ficam amigos, pois ela os conduze ate o acampamento de Castlegard.... Ali retornam as confusões pois os ingleses estão dando batidas no local na busca dos  “espiões”.


Nesta correria Marek volta a encontrar a mocinha e acabam trocando mais palavras, ele pergunta a ela se esta ‘vendo’alguém, e ela responde com a ingenuidade da época, “vendo?, claro estou vendo você aqui”!  Ai ele desconcertado percebe que esta falando uma ‘media-giria’da sua época e com a pessoa errada, então fala mais diretamente: “te pergunto se você é casada..” e ela responde que não, e trocam aqueles olhares... pronto! a mágica acabou de acontecer...! 


Neste ponto do filme acontece algo que considero uma lei inexorável no universo:  caminhos que se cruzam, e,  que nada acontece por acaso.  Tem ate uma frase que é minha favorita: ela pertence a Antoine de Saint-Exupery ( autor de O Pequeno Príncipe), e diz assim: “Aqueles que passam por nós; Não vão sós, não nos deixam sós, Deixam   um pouco de si;  Levam um pouco de nós..."


 


Enquanto isso na empresa aconteceu um acidente com a tal maquina do tempo, e o nosso grupo de heróis estão tentando voltar, e ao mesmo tempo tentando fugir dos ingleses, e tentando não interferir nos acontecimentos. A Lady Claire acaba mesmo sendo presa pelos ingleses e esta sendo amarrada no alto do castelo..conforme a historia, então Marek se desespera ao ver a sua amada Claire presa e prestes a morrer, enquanto isso o outro grupo esta num convento perto do castelo tentando encontrar um túnel que levaria ate o interior do castelo e assim evitar que a batalha seja ganha pelos ingleses. Tudo isso baseado nas suas pesquisa arqueológicas. Quando começa o ataque, uma explosão provocada por eles abre definitivamente o túnel em questão e os franceses invadem o castelo, ai Marek corre para salvar a sua amada Claire... Luta com os ingleses e um deles desfere um golpe com a sua espada, para acabar com ele, mais ele se desvia..e perde uma orelha ao golpe da espada...


 


Então a batalha esta no fim e, quando o grupo finalmente esta pronto para voltar..Marek decide ficar naquela época, junto a sua amada Lady Claire.


 


No final, e de volta a nossa época o grupo de arqueólogos volta a visitar o misterioso túmulo que tinham encontrado anteriormente, o do casal de mãos dadas e o homem sem uma orelha..e compreendem instantaneamente de quem se tratava. Era o Amor mais uma vez mostrando sua força e intensidade a traves dos séculos, eram Makek e sua adorada Lady Claire.


 


Definitivamente um belo final romântico, e ao meu ver uma verdadeira e inusitada historia de amor....  Recomendo para aqueles sonhadores incorrigíveis..!  Que nem eu!


 


Ano de lançamento: 2003. Disponível em VHS e DVD     

domingo, 24 de julho de 2005

A MUSA


Eu a quero mutante, misteriosa e complexa;


Com dois olhos de abismo que viram apiários;


Na sua boca uma fruta perfumada e vermelha


Que instila mais mel que os claros apiários.


 


Por vezes nos assalte um ferrão de abelha: uma que provoca arrancos ferozes e gestos imperiais


E surpreenda no seu riso a dor de uma queixa


Nas suas mãos assombrem carinhos e punhais!


 


E que vibre, desmaie, chore, grite e cante,


E seja águia, tigre, pombo em um instante.


Que o universo caiba nas suas ânsias divinas;


 


Tenha uma voz que gela, que levante, que inflame,


E uma frente erguida que sua coroa reclame


De rosas, de diamantes, de estrelas e de espinhas!


 


Ela: a minha MUSA!


 


Obs: Pintura: “Musa”de Picasso


 

terça-feira, 19 de julho de 2005

DE: UM AMIGO


_____GRATIDAO


Pela amizade que você me devota;


Por meus defeitos que você nem nota;


por meus valores que você aumenta;


Por minha fé que você alimenta;


Por essa paz que nós nos transmitimos;


Por esse pão de amor que repartimos;


Pelo silencio que diz quase tudo;


Por este seu olhar que me reprova mudo;


Pela pureza de seus sentimentos;


Pela presença em todos os momentos;


Por ser presente mesmo quando ausente;


Por ser feliz quando me vê contente;


Por este olhar que diz amigo vá enfrente;


Por ficar triste quando estou tristonho;


Por rir comigo quando estou risonho;


Por repreender-me quando estou errado;


Por meu segrêdo sempre bem guardado;


Por seu segrêdo que só eu conheço;


E por achar que apenas eu mereço;


Por me apontar para Deus a todo instante;


Por este amor fraterno tão constante;


Por tudo isso. . .e muito mais eu digo:


 


Deus os abençoe meus queridos amigos e amigas, 


meus irmãos e irmãs!


 


MIRO