quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

A era da comunicação SEM FIO


Guilherme Marconi, inventor do telégrafo sem fio, foi talvez o último dos inventores individuais que marcaram nossa civilização. Concentrado no objetivo exclusivo da transmissão radiofônica, venceu as objeções científicas de seu tempo, superou o ceticismo míope do governo italiano e tremendas dificuldades materiais.


Nascido a 25 de abril de 1874, em Bolonha, Filho de pai italiano e mãe irlandesa, e de família abastada. Estudou em Florença, depois freqüentou o Instituto Tecnológico de Livorno, onde estudou física. Ainda no Tecnológico, em 1894, leu um artigo que chamou sua atenção:  Heinrich Herz  [que deu o nome às unidades hertz e megahertz], descobriu e produziu pela primeira vez as ondas de rádio em 1888, o referido artigo, sugeria a possibilidade de usar ondas de rádio na comunicação sem fios. Marconi, fascinado pela idéia, começou a fazer experiências em casa. Desde os primeiros anos de aprendizado se entediava com o espírito acadêmico e estreito que norteava o ensino italiano da época. Era um aluno irregular, cheio de idéias próprias, que os professores puniam com más notas e repreensões. Mas a mãe, uma irlandesa, acreditava no talento do filho, estimulava seu interesse espontâneo e unilateral pela física e tomava seu partido nas divergências com os professores. Convenceu o marido a apoiar os estudos especializados do filho, que passou a tomar lições particulares. Um dos professores, Augusto Righi, de Bolonha, ele mesmo um físico de talento, viu enormes possibilidades no seu jovem aluno, e levou o velho Marconi a custear a instalação de um pequeno laboratório no sótão da casa, onde o jovem Guilherme começou a aprender o que ainda nem constava nos livros da época.  Como tantos outros grandes cientistas, Marconi teve de enfrentar muito cedo a discrepância entre seus interesses espontâneos, seu brilhantismo científico e os métodos convencionais de ensino. As lições da escola eram para ele um aborrecimento.


Aos vinte anos, Marconi já tinha definido para si um objetivo de estudo e um programa de vida: desenvolver as teorias e descobertas de Hertz, publicadas sete anos antes, para encontrar um meio de viabilizar a telegrafia sem fio.


Nessa época, o telégrafo já era uma invenção vitoriosa: era um empreendimento de grandes proporções econômicas e de vasto alcance militar. Todas as maiores cidades se achavam interligadas pelo telégrafo, inclusive através do Atlântico, onde atravessava um cabo submerso. Também o telefone já fora inventado havia uns vinte anos.  O mundo ainda não estava refeito da introdução dessas maravilhas. Mas, para Marconi, elas apresentavam intoleráveis imperfeições. O telégrafo era transmitido por fios: e os cabos de cobre eram caríssimos e sujeitos a furto (como até hoje) em muitas regiões desabitadas que atravessavam. Além disso, as estações de recepção e de transmissão de telégrafo e de telefone tinham de ser obrigatoriamente fixas, prisioneiras aos fios de cobre. Marconi sonhava com a telegrafia e a telefonia através do ar, do espaço.


Mas sonhava com os pés no chão, como tantos outros pesquisadores. Em parte, os inconvenientes da telegrafia convencional já haviam sido superados pelo telégrafo de luz, ou chamado telégrafo óptico. Espelhos e faróis especiais eram equipamento comum de exércitos e de armadas, para comunicações em código Morse, em distâncias curtas.


E Marconi partia dessa mesma idéia: afinal, Hertz demonstrara que as ondas eletromagnéticas se comportavam de modo semelhante ao das ondas luminosas.


Hoje parece uma idéia simples. No tempo de Marconi, contudo, ninguém sabia como superar algumas das dificuldades. Para transmitir mensagens pelas ondas hertzianas, seria preciso saber como é que elas poderiam transpor os obstáculos naturais do caminho. A luz, por exemplo, não pode atravessar uma colina; as de rádio poderiam? Além disso, quando se tratasse de enviar mensagens a grandes distâncias, “a curvatura da Terra” estabeleceria uma dificuldade insuperável: se as ondas hertzianas se propagam em linha reta, como a luz, também elas não acompanhariam a curva do planeta. Mas, antes mesmo de pensar nessas dificuldades, Marconi tinha de resolver um problema preliminar: como modular as ondas para obter os sinais a serem transmitidos.   Numa primeira etapa de desenvolvimento, Marconi procurou conjugar e reproduzir as experiências de Hertz, Righi e outros pesquisadores. Objetivo: emitir ondas de um aparelho, captá-las a curta distância e "revelá-las". Isto é, tornar a recepção legível. Esse conceito aplica-se ate hoje em todos os campos: desde a informática (criptografia), aos sinais do nosso aparelho de telefone sem fio, e ate os Celulares!


Para a transmissão, Marconi construiu osciladores elétricos excitados por uma bobina de Ruhmkorff. Para a recepção, utilizou tubinhos de vidro cheios de carvão ou limalha de ferro. Quando atravessados por ondas eletromagnéticas, esses toscos receptores se tornam condutores de eletricidade, e as próprias oscilações do fluxo da corrente assinalam a presença das ondas.  Na primavera de 1895, Marconi colhia o primeiro êxito. Do laboratório onde manipulava o transmissor, viu, jubilosamente, que seu assistente, colocado a uma centena de metros, acenava um lenço branco: as ondas haviam chegado aos receptores.  A segunda etapa era verificar se essas ondas poderiam superar acidentes naturais do terreno. Nos Apeninos, em região montanhosa próxima a Bolonha, o transmissor e o receptor foram dispostos de modo a que entre eles houvesse uma grande colina: as ondas atravessaram-na e o assistente, no receptor, acusou o recebimento com o disparo de um tiro, como combinado.


Os resultados dessas experiências eram importantes sob um aspecto: provavam o princípio físico em torno do qual deveria desenvolver-se a pesquisa. Mas era apenas o fim de um longo começo. Os transmissores e os receptores precisavam ser aperfeiçoados para virem a ter sentido prático. Era preciso testar inúmeros materiais e dispositivos, em laboratórios muito mais bem equipados do que a oficina rudimentar de Marconi. Enfim, um empreendimento que só grandes empresas, ou governos poderiam financiar.


Marconi tentou o governo. Argumentou com o alcance militar e econômico da invenção, mas não teve êxito: uma autoridade sentenciou que o telégrafo sem fio não apresentava "nenhum interesse prático" para o governo. Sem desanimar, Marconi procurou apoio externo. Seguiu para Londres, onde parentes de sua mãe o ajudaram a fazer contato com os círculos governamentais que o interessavam.  A resposta e o apoio veio rápido, generoso e decidido, por Sir W. Peerce, engenheiro-chefe do Ministério dos Correios.  Peerce, inventor de um sistema de transmissão a curta distância, acreditou e associou-se a Marconi. O invento foi patenteado e, em função dele, fundou-se a Companhia de Sinais Comerciais de Telégrafo sem Fio.   Outros testes bem sucedidos foram efetuadas na planície de Salisbury e no canal de Bristol. A invenção estava em vias de ganhar aplicação prática. Mas, levado por um sentimento patriótico, Marconi (que recusara nacionalizar-se inglês, apesar das vantagens) voltou a Itália para oferecer suas patentes ao governo italiano, em troca de apoio ao prosseguimento das pesquisas. Sem muito entusiasmo, permitiram-lhe fazer algumas experiências a bordo do navio San Martino. Mas com ele e os burocratas italianos nunca pôde haver cooperação útil nessa fase. Em pouco tempo, o inventor desistia outra vez e voltava à Inglaterra.   Entre outras dificuldades a superar, nessa época, Marconi se torturava com um problema: como vencer a curvatura terrestre? Os matemáticos e os físicos diziam que tal coisa era impossível; as ondas, mesmo geradas a alta potência para vencer centenas de quilômetros, nunca iriam acompanhar a curvatura da Terra. Elas se propagariam em linha reta, subiriam mais e mais em relação à superfície do planeta.


Marconi sabia que, as ondas não viajariam rasteiramente pela superfície do planeta. Mas queria experimentar, assim mesmo. Afinal, pensava, a curvatura representaria um obstáculo semelhante ao da colina nos montes Apeninos. E suas ondas o haviam atravessado.....


Em 1898, já havia desenvolvido transmissores e receptores de longo alcance. Nesse ano, conseguiu estabelecer contato entre a Cornualha e a ilha de Wright, na distância de uns 300 quilômetros. E, até aí, nenhum problema com a ‘curvatura terrestre’. A maioria acreditava que a curvatura da Terra impediria a transmissão dos sinais além dos 300 km - Marconi provou que estavam todos equivocados. O conhecimento da ionosfera e que o sinal era refletido nela, e os mecanismos de propagação das ondas de rádio eram absolutamente desconhecidos. 


Finalmente, em Dezembro de 1901, Marconi já dispunha de recursos técnicos e financeiros para a experiência decisiva: uma transmissão transatlântica. A estação transmissora foi construída sob a supervisão pessoal de Marconi, em Poldhu (Cornualha, sul da Inglaterra). A recepção se faria na Terranova (Canadá), numa localidade que passou a chamar-se Signal Hill (Colina do Sinal). A 12 de dezembro nesse ano, depois de uma sucessão de esperanças e desapontamentos, chegavam a Signal Hill os três pontos que representam a da letra S em código Morse!.  -- Ele construiu em Poldhu (Cornualha) um transmissor de 15 kW derivado de um alternador fornecendo 2.000V em 50 Hz, com comprimento de onda 1.800m. O receptor foi colocado (em Terranova) a uma distância de 3.684 km!--


O sucesso de Marconi deu início a uma revolução mundial no campo das comunicações. Outros inventores passaram a ocupar-se do rádio, e mais: agora, várias nações reivindicavam a primazia da invenção (na França era atribuída a Brianiy, nos Estados Unidos a Lodge, na Alemanha a Staby). O próprio governo italiano viria demonstrar tardio interesse e oferecer a Marconi o navio Carlos Alberto para outras experiências. 


Começou uma serie de feitos e sucessos. Em 1903, os chefes de duas das mais poderosas nações do mundo trocavam suas saudações através do rádio: de Massachusetts, EUA, Theodore Roosevelt comunicava-se com Eduardo VII, rei da Inglaterra. Iniciava-se assim, definitivamente, a era da comunicação sem fio. No mesmo ano, os Italianos construíram uma estação para comunicação com Buenos Aires (8.000 km de distância). Ainda, em 12 de outubro de 1931, utilizando um telecomando em Roma, Marconi acionou a chave geral da iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.


Alarmadas com a concorrência, empresas telegráficas {aquelas que estavam presas ao sistema de fios) tentavam boicotar o rádio, numa quixotesca tentativa de conter a marcha do progresso. Mais, a necessidade das comunicações radiotelegráficas foi-se impondo em episódios dramáticos, como a guerra entre a Rússia e o Japão (1904 - 1905), a expedição polar de Pearcy (1909) e os naufrágios do Republic e mais tarde o do Titanic.  Por causa destes incidentes, passou a ser obrigatória a bordo de todos os navios a existência de aparelhos de rádio.


Temperamento esportivo e combativo, sua audácia e gosto pelo esporte automobilístico acabou por custar-lhe a perda de um olho, num acidente sofrido em 1912. Mais tarde, na I Guerra Mundial alistou-se no Exército, depois na Marinha e acabou nomeado como ministro plenipotenciário na conferência de paz. Era o homem mais importante que a Itália tinha para mandar representá-la.   Recebeu o título de marquês em 1929 e o de acadêmico da Itália em 1930. Mas, bem antes do governo italiano, o mundo já lhe havia prestado amplo reconhecimento, por exemplo: o Prêmio Nobel de Física, foi-lhe concedido em 1909.  Morreu em Roma, em 1937, vitimado por um ataque cardíaco

Ate lá, Sucederam-se rápidos aperfeiçoamentos, na tecnologia e os meios de transmissão: Ambrose Fleming, em colaboração com Marconi, desenvolveu a válvula termiônica a díodo, que ampliava tremendamente a capacidade dos receptores. Seguiu-se a válvula de tríodo, com a qual o rádio pôde ficar absoluto na forma que desenvolveu Marconi, até a década do 40 com o aparecimento do transistor!  Onde a historia daria uma tremenda guinada, pois a partir desse instante chegariam inevitavelmente ao que hoje nos é tão familiar:  radio em todos lados: nos táxis, os walkie-talkies, aparelhos de telefone sem fio, transmissão internet sem fio (Wi-Fi), mouses sem fio, e.. celulares, etc, etc.. Chegando ate a comunicaçao via satélite.  A lista é interminável..!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

COMO VOCÊ BEM DIZ...

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Como a antigamente tão respeitada rezadora tem sido proibida nos dias e nos quadros
-pois existe um rumor persistente de que, seu oficio fazia cócegas as mortos-
tal vez sim poderia assegurar-lhes que nunca como agora
esteve tão suspenso o mundo.
E como por acaso também é verdade que já passamos todo o medo que disseram-nos deveríamos passar
E como também ser certo que pelas fendas de final de uma tarde chova um outro tempo
Como chove o duelo ou chove um beijo
Timidamente agora ocorre-me que você e eu poderíamos jogar parchis ou ate ludo com o silencio
Obrigando a nosso amor que fizesse de tabuleiro.
Mais não. É verdade, não estou muito seguro, não me atrevo. Que você quer? Como você bem diz, alguém pode estar olhando...

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

A SEQÜÊNCIA FIBONACCI

 

E TAMBÉM a chamada  PROPORÇÃO DE OURO OU RAZÃO ÁUREA dos mesmos. 

 

1)     A seqüência Fibonacci é uma seqüência numérica que se repete uma e outra vez na natureza, na geometria do corpo humano, das flores e ate dos moluscos, e assim sucessivamente. Ela inicia assim:    0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, ... (Adicione os dois anteriores, para obter  o próximo). Eles na verdade estão presentes no Triangulo de Pascal. (Em Triângulos Retos), na clássica geometria dos triângulos baseados no Teorema de Pitágoras, nos chamados Triângulos 3-4-5.

 

2) A “RAZÃO” TAMBÉM CHAMADOS DE “NÚMEROS DE OURO” (GOLDEN NUMBERS) É: ±0·61803 39887...  este é o valor pelo qual podem ser multiplicados esses números dando como resultado formações belíssimas e harmoniosas. (Eles também podem ser escritos utilizando o alfabeto Grego:  Phi  e phi ).  Esta razão e chamada também de “razão de ouro”, ou “radius dourado”. Até  “proporção divina” ou “proporção Áurea”.

As pétalas das margaridas fazem um espiral, certo?: o numero de pétalas em cada nível É igual a soma dos dois níveis anteriores. Isso é a seqüência Fibonacci.   Que existe nos cristais, nas espirais das galáxias, e nas conchas.  E aqui está  o mais incrível: a razão de um nível para seu antecessor sempre é de 1,61803  aproximadamente... era isso que os gregos chamavam da ‘razão de ouro’ ela aparece nas pirâmides em Gizé, o Parternon de Atenas... Um simples cartão de credito?: as características dele são baseadas em um número que se acha em uma flor..!  Assim podemos concluir que,  a Matemática é a língua da Natureza, seu método de falar diretamente conosco.

Os números Fibonacci e a Natureza
Os números da seqüência Fibonacci apareceram pela primeira vez pesquisando um problema sobre os coelhos, depois sobre a genealogia do gado bovino e as abelhas, a Espiral Fibonacci é constatada nos padrões nas conchas marinas ( especialmente a bela simetria do nautilus), em plantas ornamentais, flores, pétalas e sementes, a arrumação das folhas (
Filotaxia), e até em frutas como o abacaxi e maçãs. Tudo isso envolve os números Fibonacci – e vamos ver como e por que:

Tome uma margarida, um girassol ou qualquer outra flor e olhe as posições relativas de suas pétalas assim como o núcleo onde fica a região branca na margarida ou as sementes no girassol. No girassol, as espirais são apoiadas em quadrados iniciais com 34 e 55 ou 55 e 89.

Tome um abacaxi e observe as espirais à direita e à esquerda que são formadas na casca do mesmo. Se você retirar a casca do abacaxi, você verá claramente os "olhos" que aparecem junto à parta interna da fruta. (Não deixe de comer o abacaxi!....rsss). Normalmente a espiral no abacaxi está apoiada em quadrados iniciais com lados iguais a 13, 21 ou 34

Muitas plantas mostram os números de Fibonacci no crescimento de seus galhos. Suponhamos que nasça um novo broto de um galho a cada mês, sendo que um broto leva dois meses para produzir o seu primeiro broto. [veja o desenho dos galhos abaixo].

A Razão Aúrea

Vários artistas usaram a Proporção (ou razão) Áurea em suas obras. Da Vinci a chamava: Divina Proporção e a usava constantemente nos de seus trabalhos. Na Mona Lisa observa-se a proporção Áurea em várias situações. Por exemplo, ao construir um retângulo em torno de seu rosto, veremos que este possui a proporção do retângulo Áureo. Podemos também subdividir este retângulo usando a linha dos olhos para traçar uma reta horizontal e ter de novo a proporção Áurea. Podemos continuar a explorar tal proporção em várias outras partes do corpo. Artistas têm usado a razão de ouro (alguns preferem chamá-la de medida de Ouro) em trabalhos de pintura e arte. Os trabalhos de Seurat e Mondrian mostram claramente estas relações matemáticas.

Leonardo da Vinci, em seus estudos de Anatomia, trabalhou com um modelo padrão (chamou-o de ‘O canon’) para a forma de um ser humano, utilizando Vitrúvio como modelo. Tais dimensões aparecem na famosa gravura dele.  A notação a:b=c:d  é nada menos que a tal proporção (veja desenho explicado de Da Vinci) .


Na Industria e Comércio

Empresas usam a seqüência de Fibonacci de uma forma intuitiva, até mesmo porque as dimensões associadas representam algo bonito e econômico, mas é provável que muitos usuários desta seqüência e das relações áureas nem saibam que fazem uso da mesma. Um cartão de crédito tem a forma das medidas áureas, sempre relacionadas com o número Phi.  Você já experimentou medir as dimensões aproximadas de um cartão de crédito?  (confira no desenho) 

No final: Quem era Fibonacci?

Leonardo Pisano (1170-1250) Era filho de Guilielmo de Bonacci. mais conhecido pelo apelido de: Fibonacci (filho de Bonacci). O próprio Fibonacci preferia às vezes usar o nome de  Bigollo que pode ser traduzido como:  bom-para-nada ou ‘viajante’   Ele, perto do ano 1200 escreveu em Pisa  vários textos que tiveram um papel importante reavivando habilidades matemáticas antigas onde ele fez contribuições significantes dele próprio. Fibonacci viveu numa época antes de invenção de impressa, assim os livros dele eram escritos a mão e o único modo para ter uma cópia de um dos livros dele era fazer outra cópia escrita a mão.  Deste livros nós temos ainda cópias de Abacos de Liber (1202), Prática da geometriae (1220), Flos (1225), e Quadratorum de Liber. Devido ao fato de que muitas vezes teriam sido produzidas relativamente poucas cópias daqueles livros feitos à mão, considero-nos  sermos afortunados por ter acesso á esses trabalhos. Porém, nós sabemos que ele escreveu vários outros textos que, infelizmente, estão perdidos. Seu livro de aritmética comercial era: Di guisa menor está perdido, e é o comentário dele no Livro X dos Elementos de Euclides que contiveram um belo tratamento numérico dos números irracionais de Euclides.

Um problema na terceira parte do livro Abacos de Liber conduziu à introdução dos números Fibonacci e a famosa seqüência:  - ‘Um certo homem pôs um par de coelhos em um lugar cercado em todos os lados. Quantos coelhos podem ser produzidos daquele par por um ano se for suposto que todos os meses cada par procria um par novo que já no  próximo segundo mês fica novamente produtivo?

A sucessão resultante é 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55,... (Fibonacci omitiu o primeiro termo em Abacos de Liber). Esta seqüência na qual cada número é a soma dos dois números precedentes, provou ser extremamente frutífera e aparece em muitas áreas diferentes de matemática e a ciência. O ‘Fibonacci Quarterly’ é um jornal científico moderno dedicado a estudar a matemática relacionada com esta sucessão.

Hoje, Existem muitos livros sobre o uso da Seqüência Fibonacci em situações da nossa vida. Em português, há uma excelente publicação da Editora Universidade de Brasília (1985): "A divina proporção: Um Ensaio sobre a Beleza na Matemática", H.E.Huntley, Brasília-DF. Temos ainda, na Web, um Site que fornece o melhor tratamento geral sobre as Sequências de Fibonacci, confira aqui:  Fibonacci Numbers and The Golden Section (em inglês).

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

A Cigarra


Dia destes, curtindo o entardecer deleitava-me sentindo a tarde morna, as arvores cheias de flores, as mangueiras cheias de frutos, e... escutando o canto das cigarras! O ar enchendo-se desse barulho magnífico, desse sinal inequívoco de que a temporada de verão esta chegando...acho que não tem nenhum som que anuncie com tanta intensidade e nitidez a chegada do tempo quente, e desde que me lembro, ainda criança , adorava esse ‘canto’ pelas tardes, essa sonoridade, esse sinal inequívoco de que mais uma vez estávamos chegando ao final do ano.

 

Mais que sabemos sobre este interessante inseto?  Além de alguns lugares comuns, como La Fontaine mostrou-nos nas suas fábulas, não é verdade que passa a vida apenas cantando:  Ele vive por aproximadamente duas semanas, se alimentando da seiva das raízes das arvores.  A fêmea coloca seus ovos em ramos e nas cascas dos galhos da planta hospedeira, as ninfas ao nasceram são denominadas de ninfas móveis, penetrando no solo até um metro de profundidade à procura das raízes da planta. Esta é última fase de seu desenvolvimento quando abandona o solo e se fixa no tronco da planta hospedeira, ocorrendo a última muda e emergindo o adulto. Este é um espetáculo que ocorre a cada 13 anos, no caso da espécie Magicicada tredecim , e a cada 17 anos, no da Magicicada septendecim , cujos ciclos de vida são os mais longos entre todos os insetos. A duração desses ciclos, 13 e 17 anos, são números primos;   “algumas espécies de cigarras desenvolveram períodos de incubação mais longos e assim escaparam da ação dos predadores", diz uma teoria sobre estas diferenças.

Não é maravilhoso? um bichinho que fica aguardando por anos: 13 ou 17 anos para sermos exatos, o momento certo de emerger e virar adulto.

Embora muitas espécies de cigarra têm períodos diferentes de amadurecimento, com ciclos vitais de duração variada, enquanto as larvas ficam sob a terra. Mas sete espécies da  cigarra do gênero Magicicada têm uma característica adicional: elas são sincronizadas, ou seja, saem do chão todas ao mesmo tempo, para ficar cerca de duas semanas de canto ensurdecedor, acasalamento e postura de ovos.  

Números primos altos: Os cientistas encontram mais uma vez a matemática pura presente na natureza (assim como a famosa "sequencia Fibonacci"), que desenha os aneis concentricos perfeitos nas conchas marinas, nas pétalas das margaridas e em uma inúmera quantidade de exemplos entre todos os seres vivos. Assim voltando a nosso exemplo com as cigarras, os cientistas perceberam que as cigarras começavam a sobreviver mais conforme seus ciclos de vida se aproximavam desses números primos altos. Eram números que evitavam ao máximo o confronto com seus predadores naturais (pássaros, por exemplo), que por sua vez estariam lá todo o tempo.
Mais ainda, a estratégia só funcionava se a espécie estivesse toda sincronizada --todas as cigarras precisavam sair do chão ao mesmo tempo. "Essa sincronização é extremamente relevante", diz o pesquisador Dr. Campos. "Porque, quando saem todas juntas, uma fração delas é atacada pelo predador, mas o restante sobrevive, porque o predador já está saciado. Isso é, de fato, uma estratégia."
 "Realizar experimentos com sistemas ecológicos é uma coisa bastante complexa. Primeiro porque a escala evolutiva não é curta --ou seja, é necessário deixar o sistema evoluir por séculos para obter um resultado preciso e confiável. Segundo, você tem de eliminar todas as fontes de perturbação do sistema, o que é muito difícil", diz o pesquisador. "Por isso é tão complicado reconstruir nossa história evolutiva de uma forma unívoca e precisa."  O estudo de Dr Paulo Campos e seus colegas da UFPE supera essa dificuldade, mas será muito difícil confirmar de outra maneira se ele é realmente a resposta para o problema.

Agora, se a idéia é tão boa, por que mais espécies não acabaram adotando esse modo de vida? É um dos mistérios que ainda vão permanecer.

Sua pesquisa foi submetida para publicação no jornal científico "Physical Review Letters".

 

Os Estados Unidos, a partir do ano passado, sentiram claramente este ciclo, se bem no Brasil ele ocorre também, mais a cada ano, temos novas ‘turmas’ eclodindo, por isso ano após ano, não faltam cigarras, nem sentimos o impacto; mais aconteceu algo curioso no leste dos EUA, onde trilhões de cigarras eclodiram simultaneamente do seu ciclo de 17 anos, apresentando o que parecia uma ‘invasão’ dos insetos. Elas são inofensivas, mas o acasalamento é um processo barulhento.  Esse é justamente o motivo do canto do inseto: atrair a fêmea para o acasalamento.   

Após o acasalamento, os ovos são depositados pelas fêmeas na vegetação, iniciando um novo ciclo, que vai durar outros 17 anos.

Lembremos que no Brasil existem desde a época das grandes fazendas de café, pois este bicho chega a ser uma praga dos cafeeiros, hoje na falta dessas grandes fazendas ele esta adaptada a todo tipo de arvore. O que chega a ser relativamente novo nos EUA.  O número de insetos chegou a ser de centenas de milhões só em Indiana, mas as cigarras também foram encontradas em Kentucky, Ohio, Illinois, Michigan, Tennessee, Nova Jersey, Missouri, Geórgia, Nova York, Pensilvânia e na região entre Washington e Baltimore.

domingo, 13 de novembro de 2005

MARIA MADALENA

Inscrições antigas desenterradas de templos muito antigos, nos contam com detalhes de cerimônias religiosas que eram celebradas em honra de alguma deusa do amor e da fertilidade. Quem ainda hoje não se encanta com a beleza da nudez de Afrodite? Assim, em uma espécie de iniciação, que hoje em termos de nossa linguagem moderna poderíamos ate chamar de 'sacerdotisa sagrada', existiu a mulher dedicada e respeitada, que praticava ato sexuais, em nome da deusa da fertilidade. Essas culturas eram embasadas no sistema matriarcal. Nestes tempos, a natureza e maternidade eram prioridade, pois tinha-se um mundo imenso para povoar. .....


(.... continúa...)

ATENÇÃO:

devido a um B_U_G do Multiply, o texto acima ficou truncado, incompleto, assim, fui obrigado a re-colocar este POST aqui:

-=Maria MADALENA=-


Muito obrigado pela paciencia e compreensão de voces.....

:-)
 

terça-feira, 8 de novembro de 2005

UMA DESCOBERTA MARAVILHOSA: OS RAIOS "X"


Na tarde de 8 de novembro de 1895, no laboratório da Universidade de Wurzburg, na Alemanha, o físico Wilhelm Conrad Röentgen (1845-1923) pesquisava o tubo de raios catódicos inventado pelo inglês William Crookes anos antes. Observando a fluorescência emanada de uma placa de papelão recoberta com platinocianeto de bário, numa sala escura, este professor aos 50 anos de idade, investigador brilhante, perfeccionista e astuto, fez uma das mais importantes descobertas científicas da humanidade. Era um tubo de vidro, dentro do qual um condutor metálico aquecido emitia elétrons, então chamados raios catódicos, em direção a outro condutor. Quando Röentgen ligou o tubo naquele dia, notou um efeito curioso. Perto do tubo, uma placa de um material fluorescente, chamado platino-cianeto de bário, brilhou. O brilho persistiu mesmo quando Röentgen colocou um livro e uma folha de alumínio entre o tubo e a placa. Durante seis semanas, o físico ficou no laboratório tentando entender o que era aquilo que saía do tubo, atravessava barreiras e atingia o platino cianeto.


Era uma radiação capaz de atravessar materiais opacos e sensibilizar filmes e placas fotográficas. Não demorou muito até que Roëntgen percebesse o extraordinário instrumento que tinha no laboratório. De experiências feitas com objetos de vidro, madeira e metal, passou rapidamente para a primeira radiografia feita num ser humano. Usou a radiação durante 15 minutos para retratar os ossos de uma das mãos da sua mulher, Bertha, em 22 de Dezembro de 1895. (Algums dias entes, em 14 de dezembro de 1895 o alemão Otto Walkholff realizaria a 1ª radiografia dentária). Fascinado, mas ainda confuso, Röentgen decidiu chamar sua descoberta de raios "X" - símbolo usado em ciência para designar o desconhecido. Roëntgen publicou um resumo da sua descoberta no jornal da universidade. Em Janeiro, sentiu-se seguro o suficiente para uma apresentação formal aos seus colegas e professores. A apresentação terminou em aplausos e, em 1901, Röentgen ganhou o prêmio Nobel da Física.


O ano seguinte, o americano Thomas Alva Edison inventou um instrumento com tela fluorescente que deixava ver a radiografia na hora, sem a necessidade de revelar filmes. Em 1902, um inglês criou uma máquina de raios-X que funcionava controlada por moedas, como um parquímetro. Em Nova Jersey, nos Estados Unidos, os deputados tentaram passar uma lei para proibir o uso da radiação. Eram parte de um grupo de "defensores da moralidade" e achavam que os raios permitiriam a qualquer um ver os corpos nus de quem andasse pelas ruas.


A descoberta dos Raios-X foi um grande avanço na área de diagnostico médico, pelo fato de ter-se descoberto uma maneira de poder visualizar internamente o corpo humano. Posteriormente deu origem a Radioterapia como uma das formas de tratamento do cancer:


A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de radiações ionizantes. Uma dose pré-calculada de radiação é aplicada, em um determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais, com o menor dano possível às células normais circunvizinhas, à custa das quais se fará a regeneração da área irradiada.
As radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Ao interagirem com os tecidos, dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos como a hidrólise da água e a ruptura das cadeias de ADN. A morte celular pode ocorrer então por variados mecanismos, desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução.
A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores, tais como a sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada.
Para que o efeito biológico atinja maior número de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos normais seja respeitada, a dose total de radiação a ser administrada é habitualmente fracionada em doses diárias iguais, quando se usa a terapia externa

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Fiquem preparados, que a gripe aviária "certamente chegará" aos humanos


A Organização Mundial da Saúde (OMS), pediu hoje a todos os países que estejam preparados para a gripe aviária em humanos, que, segundo cientistas, "certamente chegará".   "Não sabemos exatamente quando, mas sim sabemos que não vai demorar e esta infestação certamente ocorrerá", disse o Diretor Lee na abertura da reunião que a OMS realiza em Genebra de hoje (Segunda dia 7/11) até quarta-feira e da qual participam outras instituições membros das Nações Unidas, tais como o Banco Mundial (BM) e a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO).


A gripe aviária, “avícola” ou “do frango” não é uma doença nova. Há cem anos ela já foi identificada em aves na Itália e desde então é bastante conhecida nos meios sanitaristas e veterinários. A doença é causada por uma ramificação do vírus da gripe (H5, H7, H9). Já em 1997 os primeiros casos humanos foram detectados em Hong Kong, seis das 18 pessoas infectadas morreram. Na época, todas as aves de Hong  Kong - em torno de 1,5 milhão - foram mortas em três dias. Especialistas acreditam que a medida foi decisiva para conter a epidemia.


Mas desde 2003, a gripe aviária volta a preocupar já que o vírus sofreu uma mutação e de H5 tornou-se em H5N1 que pode ser letal para as pessoas. Na Ásia, já são mais de 60 mortos. Agora o medo é de que o H5N1 sofra novamente mais uma mutação e se torne ainda mais perigoso para os seres humanos.


Também preocupante é a forma de transmissão do vírus que estaria sendo feita por aves migratórias. Com o inverno se aproximando na Europa, onde o H5N1 já foi constatado, as aves se preparam para sua jornada rumo ao Hemisfério Sul, ou  seja à África e à América Latina, onde os governos também estão em estado de alerta. Na Colômbia uma variação H9 já foi descoberta.


Os países do Mercosul e da Comunidade Andina começam a se preocupar com a gripe aviária que já ultrapassou as fronteiras asiáticas e foi confirmada na Europa. Funcionários do Comitê Veterinário Permanente do Cone Sul vão se reunir, nesta quinta-feira, em Montevidéu.


 


O diretor da Organização Mundial da Saúde ressaltou que "embora até agora não tenha havido uma epidemia entre os humanos, está bem claro que aparecerá", pois o vírus H5N1, responsável pela morte de mais de 150 milhões de aves e de 63 pessoas principalmente na Ásia, e tem grande capacidade de mutação.  Desde 2003 e até o momento, houve 121 casos de infecção do H5N1 entre humanos, e deles morreram 63 pessoas, a última foi uma menina na China. Foram detectados casos de gripe aviária entre as criações de aves de mais de dez países, como Camboja, Indonésia, Tailândia, Vietnã, China, Laos, Rússia, Cazaquistão, Turquia, Romênia e Croácia.

"Temos de desenvolver um plano que inclua um aumento da vigilância da doença nas aves, assim como uma maior produção de antivirais e uma melhora da capacidade de comunicação", disse o coordenador da ONU para a gripe aviária e humana, o doutor David Nabarro.  Segundo ele, o tempo corre contra a situação pois "desenvolver um plano desse tipo levaria cerca de seis meses, mas só dispomos de três dias", em referência ao tempo de duração desta conferência internacional.
"Precisamos da contribuição de todos os setores e de toda a população. Também temos de melhorar a capacidade de produção do mundo para vacinas e antivirais", assinalou o doutor Mike Ryan, diretor da OMS para Alertas e Ação em caso de Epidemias. Além disso, afirmou que "a pandemia pode ser universal. O risco de epidemia é muito grande e terá enormes custos econômicos e sociais".
Até o momento, estão implementados projetos em pelo menos dez países para desenvolver e avaliar vacinas contra o vírus, afirma a OMS, segundo a qual é fundamental compartilhar os avanços obtidos para evitar a duplicidade de esforços, e conseqüentemente a perda de tempo precioso.

O único remédio desenvolvido até agora e que poderia valer para tratar infectados pelo H5N1 é o antiviral "Tamiflu", dos laboratórios Roche, com sede na Suíça.  "Não se gasta com vacina. Vacina é investimento. Não podemos tentar ser um país do primeiro mundo e acharmos que não precisamos de estoque", disse o medico sanitarista brasileiro Dr.Toniolo.
No Brasil, algumas redes de distribuidores de medicamentos, como a Ultrafarma , SAR e Medic Vip podem importar medicamentos de outros países.  Na opinião de Toniolo, deve-se ter antivirais em casa não apenas pela possibilidade de uma pandemia, mas para se proteger de vírus de gripe mais comuns durante o inverno. "A vacina protege 70%. Uma vez viajando, pelos Estados Unidos peguei um tipo de gripe que nossa vacina não cobria. Com os antivirais fiquei de pé depois de 12 horas", contou.


 


No BRASIL,  Nesta quarta feira 4/11 A primeira suspeita de gripe aviária no País foi registrada no interior de São Paulo. Uma galinha caipira morreu com sinais da doença em uma fazenda da cidade de Marília, interior do Estado. Os restos da ave serão enviados para o Instituto Adolfo Lutz para a realização de exames para verificar se o animal foi infectado pelo vírus causador da doença.  A ave foi encontrada morta pelo dono da propriedade, que não quis se identificar. Após a suspeita, a região foi interditada pela Vigilância Sanitária da cidade e continuará fechada até o resultado do exame. Mesmo sem a confirmação, a Vigilância Sanitária de Marília interditou a região e manterá o bloqueio até a divulgação dos testes.


à ALGUMAS DÚVIDAS:


O que é a gripe aviária?


A gripe aviária é resultado da infecção das aves pelo vírus da influenza (ou gripe) e é classificada como de baixa ou de alta patogenicidade, de acordo com a capacidade de provocarem doença leve ou grave nesses animais. Nos casos mais graves, pode matar em um prazo de 24 horas. A doença apareceu, primeiramente, no Sudeste Asiático e tem se espalhado pelo mundo. 


 


Como acontece a transmissão do vírus da gripe aviária?


O vírus é transmitido através de aves migratórias (principalmente patos selvagens). Esse tipo de ave não manifesta a doença por ser mais resistente às infecções, apenas serve como reservatório e transmissor dos vírus. Os sintomas da doença se manifestarão no frango. Os sintomas da gripe aviária de alta patogenicidade nas aves se caracteriza por início súbito, sintomas graves e morte rápida, com taxa de mortalidade próxima a 100%.


 


 O vírus da gripe aviária pode ser transmitido para o homem?


Sim, o vírus é transmitido no homem através do contato direto com as fezes da ave. O vírus H5N1 é expelido pelo frango através de suas fezes que, depois de secas, viram pó e podem ser inaladas pelo ser humano. Outra forma de contaminação é através das secreções, tais como corrimento nasal, espirro e tosse das aves ou pessoas infectadas. Já o risco de ser contaminado comendo carne de frango é quase nulo, uma vez que o vírus não suportaria altas temperaturas de cozimento.


 


Por que os cientistas estão preocupados?


Há receios de que o H5N1 possa se ligar a um vírus da gripe humana, criando, desse modo, um novo vírus que poderia ser passado de uma pessoa para outra. Isso poderia ocorrer caso uma pessoa estivesse infectada com a gripe aviária e a humana, ao mesmo tempo. Quanto mais essa dupla infecção acontecer, maior a chance de que ocorra uma mutação.


 


Podemos continuar comendo carne de frango?


Sim, cientistas dizem que a gripe do frango não é transmitida através da ingestão de carne de frango. O Brasil, assim como a União Européia, decidiu barrar por precaução a importação de carne de frango e derivados, provenientes das regiões afetadas


IMPORTANTE: NÃO CONFUNDIR RESFRIADO com GRIPE.


A gripe é uma infecção causada pelo vírus conhecido como "Influenza". Transmitida por via respiratória, é altamente contagiosa, pois quando uma pessoa gripada espirra ou tosse, espalha no ar os vírus que podem ser inalados por qualquer pessoa que esteja por perto. Características: Febre súbita, tosse seca e dor de cabeça, com dores musculares e nas juntas, sempre com certa intensidade, e ainda cansaço e fraqueza. Os sintomas da gripe e resfriado são confundidos entre si.

O resfriado - também provocado por vírus - mas de outros tipos mais brandos: causa febre leve e gradual, tosse irritante, coriza e dor de garganta, raramente com dor de cabeça.